Conheça todos os passos para publicar um livro

Já pensou em publicar um livro, mas não sabe como fazer? Primeiramente, é importante saber que existem diferentes formas de publicar um livro. Portanto, os passos para publicar um livro variam de acordo com o modelo de publicação escolhido pelo autor.

Neste post, vamos explicar as principais formas de publicação, bem como seus respectivos passos. Confira!

Quais os passos para publicar um livro

Existem inúmeros modelos de publicação. Ou seja, mecanismos e recursos que podem ser usados para publicar um livro. Nesse sentido, vamos falar de 5 modelos de publicação, descrevendo os passos principais de cada um deles.

Mas, você pode imaginar outros. Tudo depende da criatividade do escritor e suas habilidades empreendedoras. Confira:

Primeiro passo: registro de direitos autorais

Antes de tudo, registre seus direitos autorais na Biblioteca Nacional. Este órgão é responsável por registrar obras intelectuais desde 1898. Mas, afinal, por que o registro de direitos autorais é importante?

Primeiramente, o registro é uma forma de garantir sua segurança jurídica, já que certifica publicamente a titularidade da obra intelectual. Ou seja, a declaração de autoria confirma quem é de fato o autor. E, assim, dono da obra.

Além disso, o registro autoral garante a preservação da cópia que foi registrada. Confere ainda uma Certidão com o objetivo de autenticar as informações legais presentes no processo de registro da obra.

Mas, atenção! Só é possível registrar um livro cuja escrita foi finalizada. Não é possível registrar, por exemplo, a ideia do livro.

Para mais detalhes e esclarecimento de dúvidas, acesse o site da Biblioteca Nacional: www.bn.gov.br.

Segundo passo: modelo de publicação

Em primeiro lugar, como modelo de publicação, queremos dizer, basicamente, qual a fonte de publicação. Ou seja, se o escritor vai investir do próprio bolso ou vai contar com outros tipos de parcerias. Nesse sentido, podem ser várias.

Antes de mais nada, ressaltamos que a publicação é um passo seguinte da escrita de um livro. Assim, se você ainda não terminou de escrever seu livro de ficção e/ou fantasia, temos um material gratuito que vai ajudar. Acesse aqui o e-book gratuito como escrever um livro de ficção e fantasia em 5 passos.

Como escrever um livro de ficção e fantasia em 5 passos

Assim, depois de finalizar a escrita do seu livro e registrar seus direitos autorais, escolha qual será o modelo de publicação. Para ajudar nessa decisão, separamos 5 opções diferentes. A saber:

Editora tradicional

Uma editora tradicional é aquela que faz todo o trabalho editorial de uma obra sem cobrar do autor por isso. Assim, esse tipo de empresa divide o faturamento das obras com seus respectivos autores. Isso é definido por contrato de edição, o qual deve ser lido com muita atenção pelo autor antes de ser assinado.

Só para ilustrar, geralmente, nesse modelo de publicação, o escritor recebe 10% do valor de capa como pagamento dos seus direitos autorais.

Este é o modelo visado pela maioria dos autores. Pois, além de reduzir os custos do investimento para começar a carreira, também dá uma sensação de maior prestígio.

Então, para buscar uma editora tradicional, faça uma pesquisa no Google. Mas, não basta ser uma pesquisa ampla. É preciso filtrar por empresas que tenham em seu catálogo obras similares a que você deseja publicar.

Para identificar isso, visite os sites dessas editoras e navegue por suas categorias de livros publicados.

Por exemplo, é importante observar os gêneros literários que cada editora trabalha. Se é uma editora de ficção ou exclusivamente de não ficção, só para exemplificar.

Além disso, depois de fazer uma lista das editoras que mais “combinam” com seu livro, é fundamental verificar se elas estão aceitando originais nesse meio tempo.

Geralmente, as principais editoras do mercado já deixam esse aceite registrado em alguma parte do seu site. Caso contrário, você pode enviar um e-mail (também geralmente disponível no site da empresa). Então, cordialmente, perguntar se estão recebendo originais de novos escritores.

Se sim, verifique ainda qual o procedimento adequado para enviá-lo. Cada empresa pode ter seu próprio processo. Então é essencial estar dentro dos parâmetros solicitados.

Em suma, essas seriam as etapas do passo a passo para publicar um livro por uma editora tradicional.

Editora / publicação independente

Outra opção que destacamos dentro dos possíveis passos para publicar um livro é a autopublicação. Ou seja, o ato do autor produzir seu próprio livro.

Nesse sentido, o autor tem a alternativa de assumir toda a produção e coordenar cada uma das etapas de edição (que será abordada mais adiante em nosso texto), ou contratar uma empresa que preste este tipo de serviço, chamada de editora independente.

Assim, ao invés do autor ter sua obra publicada por uma editora tradicional, ele mesmo pode se publicar. Ou seja, o autor funciona como sua própria editora, realizando todo o processo de edição e publicação da obra.

Por outro lado, precisa arcar com o investimento financeiro. Além disso, se assumir a produção editorial, também ficará responsável por entrar em contato com profissionais do livro e gerir todos os trabalhos de edição do livro.

Concursos / prêmios literários

Um terceiro modelo de publicação que envolve menos investimento e pode ser uma porta de entrada para editoras tradicionais são os concursos ou prêmios literários. A partir deles, os vencedores podem receber como premiação a publicação da obra em uma casa editorial.

Por exemplo, o Prêmio Sesc de Literatura é uma oportunidade do autor ser publicado pela Record — maior grupo editorial do Brasil e da América Latina.

O objetivo do Prêmio Sesc de Literatura é identificar autores inédito, abrindo as portas do mercado editorial para novos autores. Ainda, incluí-los nas programações literárias do Sesc, sendo um poderoso instrumento de fomento à cultura.

O concurso ocorre desde 2003, nas categorias Conto e Romance. Acompanhe o site da organização para ficar por dentro das inscrições anuais!

Igualmente, o Prêmio Kindle de Literatura oferece a oportunidade de publicar o livro dos vencedores pela editora Nova Fronteira. Esta é também uma grande editora do mercado nacional. O prêmio é conferido exclusivamente a obras de ficção / romances inéditos.

“Por romances, entendem-se narrativas ficcionais longas, que podem ser classificadas em subcategorias, como fantasia, ficção científica, suspense, romance histórico, dentre outros.”

Ainda, o Prêmio Kindle ocorre exclusivamente por meio da plataforma de autopublicação da Amazon. A saber, o Kindle Direct Publishing. Assim, os interessados devem enviar o conteúdo do livro em formato digital / e-book.

Crowfounding / financiamento coletivo

O crowfounding é mais uma alternativa entre os passos para publicar um livro. Trata-se da captação de recursos financeiros por meio de fãs e patrocinadores do projeto. É traduzido e conhecido como financiamento coletivo. Além da autopublicação, algumas editoras já estão usando o crowfounding para financiar suas obras. Sejam elas editoras tradicionais ou independentes.

De fato, essa é uma tendência do mercado e vale a pena ficar de olho.

Em suma, a ideia é dividir os custos de produção com os fãs, bem como outras pessoas que acreditam e desejam apoiar o trabalho.

Como isso funciona?

O empreendedor (por exemplo, o autor do livro) cria um projeto em sites como o Catarse. Depois, compartilha a página do projeto com o público. Nela, informa quanto precisa arrecadar para que sua ideia possa sair do papel, dentro de um período determinado. Essa data limite para arrecadar o aporte para o projeto é chamado de meta.

Nesse meio tempo, os interessados acessam o site. Então, conhecem a ideia e decidem se vão contribuir ou não para publicar seu livro.

O crowfounding tem crescido exponencialmente no mercado brasileiro como uma modalidade de investimento a partir da qual várias pessoas podem investir pequenas quantidades de dinheiro a fim de tornar sua ideia real.

Por isso, não poderíamos deixar de mencionar como um dos possíveis passos para publicar um livro. Além do mercado editorial, o financiamento coletivo tem revolucionado o lançamento de startups em todo o mundo. Vale a pena estudar mais sobre o assunto!

Incentivo / patrocínio cultural

Além dos exemplos anteriores, o incentivo / patrocínio cultural também pode ser um dos primeiros passos para publicar um livro.

Neste modelo, o autor também participa da produção. Porém, conta com um incentivo ou patrocínio cultural como recurso financeiro para a concretização do projeto.

Por exemplo, o autor pode fazer o orçamento com uma editora independente e depois buscar aporte em algum incentivo / patrocínio que esteja em vigor no momento.

Existem mecanismos municipais, estaduais e nacionais. Basta fazer uma pesquisa na internet e ficar por dentro das datas dos editais. Um exemplo é a Lei Murilo Mendes, do município de Juiz de Fora (MG).

Só para ilustrar, A Lei Murilo Mendes funciona como patrocinadora de projetos culturais e artísticos na cidade. Por exemplo, produção de:

  • Peças;
  • Musicais;
  • Exposições
  • Livros;
  • Dvd’s;
  • Cd’s;
  • Documentários;
  • Etc.

Esta lei existe desde 1995. O limite por iniciativa (em 2019) foi definido em R$ 35 mil. Nesse período, a liberação de recursos totais ficou em R$ 1,5 milhão.

Portanto, busque mais informações sobre os mecanismos dentro da sua cidade. E também as disponíveis no estado e em todo território nacional.

Mini Infográfico - Como Publicar um livro - BookLabs

Terceiro passo: edição

Se o escritor escolheu a publicação independente, terá quer arcar e mobilizar a execução desse passo.

Porém, se optou pela edição tradicional ou edição independente por uma prestadora de serviços, esse passo fica sob a responsabilidade dessas empresas.

De qualquer forma, o escopo básico de um projeto de edição de uma obra literária envolve:

Leitura crítica

A leitura crítica da obra literária é feita por um profissional na área. Além de domínio nas questões do idioma, é importante que tenha também experiência no gênero literário do livro em questão.

Esse profissional realiza uma análise e depois um diagnóstico do texto, fornecendo um parecer técnico da obra. Se for o caso, ele também opina sobre formas de correção ou aperfeiçoamento do livro.

Mas, saiba que o leitor crítico não é responsável por revisar o texto. Este trabalho é diferente e será detalhado melhor mais adiante. O parecerista (como o leitor crítico geralmente é chamado) observa aspectos como:

  • Existência de frases ou trechos confusos;
  • Necessidade ou não de acréscimos ao texto;
  • Coerência da ordenação dos capítulos;
  • Relevância da obra para o mercado editorial.

Revisão

A revisão diz respeito à correção gramatical, ortográfica e, por vezes, de estilo do livro escrito. É importante que o autor tenha em mente que o responsável pela qualidade literária é ele mesmo.

Portanto, se o próprio autor não se preocupar em estabelecer as frases de forma eloquente e precisa, a revisão não será responsável por corrigir isso. A função da revisão de texto é reduzir ao máximo os erros gramaticais / ortográficos.

Ajustes para diagramação

Dentro dos passos para publicar um livro, os ajustes para diagramação representam uma etapa essencial à produção da obra. A diagramação, também conhecida como paginação, diz respeito à transformação do documento de texto em um layout atraente aos leitores.

Esse segundo trabalho é realizado por um designer gráfico. Esse profissional elabora um projeto gráfico consistente e formata tanto o conteúdo quanto as imagens, gráficos e outros elementos do livro.

É importante fazer esses ajustes prévios para a fase de diagramação a fim de reduzir falhas entre o processamento do texto e o visual do livro. Assim, você pode economizar com refações e atritos com o designer.

Esses ajustes podem ser feitos mesmo no arquivo do Word, formatando o texto de maneira adequada. Por exemplo, criando e indicando:

  • Onde deve aparecer o sumário;
  • Páginas de título e de créditos;
  • Nome dos capítulos;
  • Imagens no corpo do texto (se for o caso);
  • Áreas de destaque;
  • Notas de rodapé;
  • Etc.

A diagramação de qualidade, além de oferecer uma experiência agradável ao leitor, também evita possíveis problemas com a gráfica, responsável pela impressão do livro.

Isso acontece porque os passos para se publicar um livro estão interligados. Por exemplo, as gráficas contêm critérios específicos em seu processo de produção. Só para ilustrar:

  • Marcas de corte e sangria;
  • Padronização de cores ao sistema CMYK ou grayscale;
  • Tipos de PDF;
  • Etc.

Diagramação e design editorial

O designer gráfico organiza, planeja e aplica conteúdos visuais que compõem a obra para que possam ser disponibilizados impressos ou digitalmente.

Por exemplo, o alinhamento, as fontes, a tipografia, as cores. Tudo isto, por sua vez, deve estar alinhado ao padrão editorial da editora / autor e do estilo da obra. Por isso, é importante a etapa de ajustes antes da diagramação. Essa “pré-diagramação”, por assim dizer, explicita ao diagramador como o texto deve ser organizado de acordo com as expectativas, seja do autor ou da editora.

Ou seja, para organizar esse conteúdo, o profissional responsável deve seguir determinados padrões a fim de que a mensagem desejada seja de fato transmitida ao leitor.

Para isso, o profissional deve ser objetivo e, ao mesmo tempo, prezar pela criatividade na paginação.

Além da diagramação do miolo (parte interna do livro) o design editorial envolve a confecção da arte de capa do livro. Isso pode ser feita pelo mesmo diagramador. Mas, nem sempre o profissional atua nos dois trabalhos.

Para o design de capa, talvez seja preciso contar com um profissional específico, chamado de capista.

Revisão de prova

Diferentemente da revisão do texto, responsável pela correção ortográfica e gramatical, a revisão de prova é feita apenas depois de finalizada a etapa da diagramação do livro. Assim, essa revisão não é responsável por corrigir erros gramaticais nem ortográficos.

No passo a passo para publicar um livro, o que é feito na revisão de prova? O profissional que desempenha tal função deve estar atento a problemas visuais depois da obra diagramada. Por exemplo:

  • Padronização de negritos, itálicos, CAIXA-ALTA e baixa;
  • Numeração do sumário condizente com as páginas;
  • Partes faltantes do texto;
  • Existência de viúvas (linhas que ficaram “sozinhas” de um parágrafo da última página para a seguinte);
  • Verificação de cabeçalhos e rodapés.

ISBN

O ISBN consiste no código de identificação de um livro. Geralmente, é impresso na contracapa da obra.

Esse registro identifica o título, bem como o autor, país, editora e formato. Surgiu em 1967 por editores ingleses e desde 1978 é concedido no Brasil pela Biblioteca Nacional via Agência do ISBN.

Contudo, recentemente, houve uma mudança na emissão ISBN.

A emissão do ISBN não mais será feita pela Biblioteca Nacional. A partir de Fevereiro de 2020, o serviço passará a ser concedido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) , que passa a atuar como a Agência Brasileira do ISBN, em parceria com a Metabooks, plataforma de gestão de metadados.

O ISBN é um registro importante para a organização e produção de livros. E, assim, como a ficha catalográfica, é uma das obrigatoriedades dentro da Lei do Livro.

Portanto, autores ou editoras precisam estar de acordo com o sistema e cada obra deve conter seu devido ISBN. Para saber mais sobre as notícias, acesse o site da Câmara Brasileira do Livro.

Ficha catalográfica

A ficha catalográfica consiste em um bloco de texto que contém todas as informações necessárias para encontrar o livro em uma biblioteca. Quem realiza esse serviço é um bibliotecário, que deve ter seu registro profissional no Conselho de Biblioteconomia. A Câmara Brasileira do Livro também fornece o serviço.

Ainda, as regras para a elaboração correta de tal catalogação constam no Código de Catalogação Anglo-americano. Mas, o bibliotecário também deve consultar a tabela de Cutter-Sanborn e as classificações decimais. Assim, sua ficha catalográfica estará cumprindo todos os padrões estabelecidos.

Publicação

Um livro é considerado publicado quando passou por todo o processo editorial e está pronto para ser disponibilizado ao público em geral.

Ou seja, recebeu o ISBN e foi impresso ou distribuído em uma plataforma de e-books.

Assim, ainda se trata de uma etapa técnica da edição. Depois de editado, com o ISBN e o livro físico em mãos, você ou a editora devem atualizar a situação da obra no registro da obra na Biblioteca Nacional. É justamente disso que se trata a Averbação.

Averbação e depósito legal

O processo de Averbação da obra é feito da mesma forma do Registro de Direitos Autorais. A única mudança é na hora de preencher o formulário. Nele, você deve indicar que é uma requisição de “Averbação” e preencher a obra como “Publicada”.

Antes, no Registro de Direitos Autorais, o autor enviou o original “bruto” sem a produção editorial. Nesse, a obra é indicada no formulário como “Inédita”.

Após ser editada e conter um ISBN, em suma, esse registro precisa ser “atualizado”. De modo que a obra é reenviada em forma do livro físico e o formulário deve constar como obra “Publicada”.

Lembrando que há um custo para o serviço de Averbação. Confira os valores na tabela informada no site da BN.

Além da Averbação, há mais uma etapa que não pode ser esquecida, seja pelo autor ou por sua editora, se for o caso. A saber, o depósito legal.

Em resumo, o depósito legal consiste na doação de pelo menos um exemplar do livro publicado à Biblioteca Nacional.

Esse processo é gratuito e faz parte das exigências da Lei do livro. Portanto, é necessário cumpri-lo a fim de ficar dentro dos padrões. Veja como fazê-lo no site da Biblioteca Nacional.

Mini Infográfico - Como editar um livro passo a passo - BookLabs

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